Secretário da Fazenda apresenta dados

Fonte: SEFAZ/RS


     Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (13), o secretário da Fazenda, Odir Tonollier, apresentou os desafios da sua Pasta para 2011, a partir do cenário encontrado nas finanças públicas do Estado no primeiro dia útil do novo ano. Para Tonollier, o desempenho e os bons indicadores do Rio Grande do Sul começaram a ser comprometidos há mais de uma década, quando foi paga a primeira prestação de renegociação da dívida pública com a União. "O Estado enfrenta uma crise estrutural. A determinação do governador Tarso Genro a todos secretários é a de buscarmos as fontes possíveis para compensarmos as dificuldades", disse.
     Ao examinar o histórico das finanças do Estado, Tonollier falou do começo do ciclo dos programas rigorosos de ajuste fiscal. Apesar do quadro, definido pelo secretário como "grave", o RS tem boas perspectivas de desenvolvimento em 2011. Há afinidade do Estado com o Governo Federal e grande capacidade técnica para a apresentação de projetos. Odir Tonollier acrescentou que a apresentação de projetos para a busca de recursos federais será concentrada nas áreas da Saúde, Educação e Segurança Pública. Na parte da arrecadação, a Fazenda promoverá um esforço de arrecadação para captar R$ 400 milhões adicionais, além do previsto no orçamento.
     Presente na reunião com a imprensa, o secretário do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, falou da política orientada pelo governador. E revelou o interesse de grupos de outros países em investir no Estado: China (energia eólica), Portugal (cerâmica) e Itália (metal-mecânica). "Vamos criar um sistema novo de incentivos para a atração de empresas. Ainda neste mês, o governador reunirá os integrantes do sistema de desenvolvimento do Estado, formado por várias secretarias, para a tomada de decisões."
     Contas a pagar e salários em dia
     A pedido dos jornalistas, Tonollier fez uma pequena explicação sobre parte dos R$ 1 bilhão de restos a pagar relativos ao ano anterior. Entre elas, as dívidas de custeio da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) somam R$ 24 milhões, as obras já feitas e não pagas pelo Daer, que chegam a R$ 140 milhões, dos quais R$ 83 milhões não empenhados. Já os convênios firmados e ainda não pagos são de R$ 125 milhões - destes, R$ 100 milhões ainda não empenhados. Apesar das dificuldades a serem transpostas, o secretário da Fazenda assegurou o pagamento em dia dos salários dos servidores públicos. "Não vamos atrasar a folha de pagamentos", afirmou.
     Ainda sobre as ações de Governo para o Estado evitar o agravamento dos problemas financeiros, o secretário destacou outros esforços. Entre eles, listou o acesso ao Programa Emergencial de Financiamento, criado pela União para a compensação da crise mundial de 2009. A primeira parcela do programa não foi sacada pelo Governo do RS. "Estamos negociando esta primeira parte, de aproximadamente R$ 100 milhões", informou o secretário.

Stela assume SARH e promete agilidade, transparência e lisura no comando da pasta

Fonte: Notícias /SARH  Data da publicação: 03/01/2011

 

Agilidade, transparência e lisura. Estas serão as metas a serem perseguidas pela secretária de Administração e Recursos Humanos, Stela Farias, conforme anunciou ao receber o cargo de seu antecessor, Elói Guimarães, em solenidade realizada no final da manhã desta segunda-feira (3/1), no Auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari. Em pronunciamento dirigido a funcionários e colaboradores que lotaram as dependências do auditório, Stela afirmou que pretende “restituir e aprofundar o diálogo respeitoso com o funcionalismo público”, discutindo questões como plano de carreira, salários, previdência, qualificação e valorização profissional.
“Este será o referencial para a construção de um Estado forte e presente positivamente na vida dos gaúchos”, afirmou Stela. A nova secretária tem 46 anos, é deputado estadual reeleita pelo PT e foi prefeita de Alvorada por dois mandatos. Para ela, foi justamente essa experiência que pode ter valido sua indicação para o cargo.
“Conhecemos os limites e a realidade dos números do Estado – explicou a secretária -, mas sabemos também da necessidade de novos concursos e de qualificação em várias áreas. A Secretaria de Administração é uma pasta meio para as demandas de todas as outras secretarias e para permitir melhores condições de trabalho em todo o Estado”.
Segundo ela, seus planos são de adequar a secretaria ao processo de desenvolvimento do Estado, sempre dialogando com os servidores e com todos os setores envolvidos. Ela citou, entre outras metas, a Escola de Gestão como uma de suas prioridades na qualificação dos servidores públicos a fim de adequar o Rio Grande ao novo ciclo de crescimento que espera surgir com o período da presidente Dilma Rousseff no comando do País.
A nova secretária e o secretário que se despedia foram recebidos com flores pelos funcionários da pasta ao final da cerimônia. A solenidade foi prestigiada pelo procurador-geral do Estado, Carlos Henrique Kaipper, pela representante da Defensoria Pública, Claudia Barros, além de outros secretários recém empossados, deputados, prefeitos, vereadores e outras autoridades.

Editoria: SARH

Reajuste para CCs vai custar R$ 28 milhões

Fonte:Agência de Notícias AL-RS

Além de aumento, Deputados votam amanhã outros três projetos de Tarso
O principal projeto a ser votado amanhã em sessão extraordinária da Assembleia, que prevê aumento salarial para 518 cargos em comissão (CCs), representará um custo anual de cerca de R$ 28 milhões. Aliados do Piratini estão prontos para enfrentar polêmica na votação. A proposta é uma das quatro em pauta.
Escolhido para ser líder da bancada petista a partir de fevereiro, Daniel Bordignon, aposta em quórum “quase absoluto” e na aprovação das propostas, apesar da controvérsia:
– De um modo geral, todos devem votar favoravelmente, mesmo a oposição. A questão do salário dos servidores é polêmica, e vai haver debate.
Miki Breier (PSB) é um dos que têm dúvidas sobre o aumento:
– Tenho receio no tema do reajuste. Me assustei ao ver alguns Deputados da base, do PT, questionando, dizendo que foi pouco discutido.
Ele se referia a Dionilso Marcon (PT), que, na semana passada, anunciou que votaria contra o projeto e, depois, voltou atrás. Miki afirmou que o PSB deve votar favorável.
Também serão apreciadas as propostas de teto salarial nas estatais, de anistia do pagamento de dívidas de pequenos agricultores (o que beneficiará 45 mil produtores) e a autorização para que a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) passe a ser vinculada à Agricultura.
O presidente da Assembleia, Giovani Cherini (PDT), prevê quórum de mais de 50 parlamentares para uma sessão “rápida”. A Casa tem 55 Deputados.
– A ideia é de que tiremos todas as dúvidas sobre os projetos na reunião de líderes. Assim, o assunto já vai pronto para o plenário, e a sessão não deve ter mais do que duas horas. Vai haver discursos contra, mas a oposição no começo de governo tende a ser mais maleável – avalia Cherini, que convocou colegas por meio de torpedos, além de ter feito do contato com as bancadas.
Apesar de crítico do aumento para os 518 CCs, Edson Brum (PMDB) dará voto favorável à medida:
– Vou votar a favor porque acho que os CCs ganham pouco mesmo, mas é estranho a proposta ser apenas para esses cargos de chefia ligados ao governo. Isso mostra que estão aparelhando o governo. Não lembraram da Brigada ou dos professores.
ADRIANA IRION
A pauta
DÍVIDAS
O que preveem as propostas que devem ser votadas amanhã:
- Anistia do pagamento de dívidas de pequenos agricultores com o Estado. O governo abrirá mão de R$ 62,8 milhões, beneficiando em torno de 45 mil produtores.
CORTE DE SALÁRIOS
- Remuneração dos dirigentes de autarquias, sociedades de economia mista, empresas públicas e fundações estaduais limitadas ao teto do funcionalismo gaúcho, hoje em R$ 24,5 mil. Também cria categoria especial para remuneração dos dirigentes de autarquias e de fundações.
AUMENTODE SALÁRIOS
- Extinção de cargos em comissão (CCs) e funções gratificadas (FGs) e a criação de 15 novos cargos de assessores. Além disso, reajuste salarial para 518 cargos de chefia ou de coordenação.
TROCA DE LUGAR
- Autorização para que a Fepagro deixe de ser vinculada à Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento e passe para a Secretaria da Agricultura.

Tarso estuda reajuste de 250% a comissionados

Autor(es): agência o globo :João Guedes
O Globo - 04/01/2011
 
PORTO ALEGRE. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), dedicou seu primeiro dia a reuniões para debater possível convocação extraordinária da Assembleia Legislativa. Os deputados deverão ser chamados, sem remuneração extra, para apreciar projetos relativos a cargos e salários da administração pública, entre eles o que reajusta em mais de 250% os vencimentos de 500 cargos de chefia ou coordenação, que passariam dos atuais R$1,2 mil mensais para R$4,3 mil.

O objetivo é oferecer vencimentos melhores em funções estratégicas, que hoje contam com rendimentos considerados pouco atrativos para profissionais qualificados, segundo o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana.

Para amenizar o impacto fiscal e político da medida, o governo petista pretende encaminhar ao Legislativo proposta que extingue 148 cargos de confiança apontados como não-estratégicos, que têm salários de até R$1 mil. O corte limitaria a até 0,3% o acréscimo na folha salarial do estado provocado pelo reajuste dos CCs de coordenação, garante Pestana.

A proposta provoca reação da oposição. O deputado estadual Edson Brum (PMDB) classifica a proposição como uma iniciativa para o aparelhamento do estado, que favoreceria correligionários indicados para estes cargos.

O terceiro projeto estudado por Tarso estenderia às estatais o teto salarial do funcionalismo gaúcho: R$24,5 mil. Hoje, não há limites para os vencimentos dos empregados das companhias.

A proposição atingiria especialmente diretores do Banrisul, banco estatal controlado pelo governo gaúcho. Em entrevista ao jornal "Zero Hora", o presidente do banco, Mateus Bandeira, indicado pela ex-governadora Yeda Crusius, criticou a intenção da nova gestão petista. Ele argumenta que a política salarial do estado depende da arrecadação de tributos, enquanto a das estatais está vinculada à capacidade de cada companhia de gerar receita.